Quase completamente afundado no lamaçal, frente ao celestial templo de toda a Salvação, tentei limpar-me. Era maior do que eu aquela sujeira antiga da qual o eu não sabe o que é não saber. Aquela sujeira antiga, da origem do maior erro. "Sou um imundo que nada mereço", lembrei-me. Nada no universo, moveu um centímetro para me contradizer. Precisava do Pão, e de joelhos enterrados na terra, roguei misericórdia na frente do tempo. E misericordiosamente uma mão de ouro-solar apresentou-me na hóstia o Salvador. Baixei os olhos por saber de minha própria indignidade e roguei à Santíssima Virgem, que morasse em meu coração para que assim, dignamente eu pudesse receber seu Filho. E pela plena humildade de seu ser luminosíssimo, assim como atendeu ao pedido do Pai, assim como atendeu ao pedido de S. Isabel, humildíssima atendeu a meu pedido, deixando tudo para trás e na sua excelência, atender o mais miserável de seus filhos. E, numa harmonia quase perfeita, não fosse minha presença desgraçada, a Virgem fez de meu coração um lugar digno para que acolhesse seu Filho nosso Senhor, em seus braços maternais.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
São Josemaria Escrivá
Sulco: Trabalho 508 - O Senhor tem o direito - e cada um de nós a obrigação - de que O glorifiquemos "em todos os instantes". Por...
-
Tantas coisas se revelam nos esconderijos das obviedades, basta-nos apenas exigir silêncio à gritaria de inutilidades que reveste como cour...
-
O meu maior medo é que após a morte, não encontre nada além do escuro que tinge as costas de minhas pálpebras. Que nada além haja no além. ...
-
A vida inteira, que é sempre uma vida em parte, que nunca é sempre em verdade e nem verdade quase sempre... bem, passei à espera de alguém....
Nenhum comentário:
Postar um comentário